Quanta emoção! A Priscila não cabia em si, pois o filhinho querido era o orador da turma.
Foram algumas semanas tentando fazer com que o Arthur decorasse o discurso.
Várias tentativas e nada...
Já preocupada com o fato a Priscila começou a repetir o discurso, procurando a ajudar o Arthur.
No dia da apresentação final, dia da Colação de grau, lá estava o Arthur, correndo de um lado para outro, com toda a energia que tinha, sem se preocupar com o discurso.
E chegou o momento do tal discurso. Lá no palco, um menino de 6 anos de idade e à sua frente um grande auditório, formado por pais corujas, tios, primos, etc, etc e etc.
E ele começou (era +/- assim):
- É chegada a hora da despedida.
Agora, cada um de nós seguirá o seu caminho.
Ficará na memória de cada um os momentos que passamos juntos.
E ouviremos por muito tempo ainda, o eco de nossos risos,
a lembrança do que fomos e
a cerrrrteza (saiu u "R" forçado, vindo interior do Paraná, como a mãe lhe ensinara, nos ensaios) de que valeu a pena estes anos de lutas e sonhos
Mas venha o que vier,
Qualquer dia amigo eu volto a te encontrar...
Passados alguns anos, o André resolveu fazer uma homenagem a um grupo de amigos, e quis discursar, tal qual o irmão.
E ele foi tentando, mas nada de conseguir.
Ele falava e eu o corregia.
Ele tentava de novo e ... errava outra vez...
Até que meti pressão sobre ele e disse-lhe:
-Chega! Já cansei de ficar tentando e você só erra.
- Eu vou filmar, agora, e se você não fizer direito, azar seu. Cansei!
Ele disse-me:
- Tá bom Meu Gordo, mas não se irrite... agora vou fazer direito.
Perguntei-lhe:
- Posso gravar ?
Ele disse: - Demorou!
O resultado está neste filme, que gravei do celular, deitado em minha cama, enquanto ele discursava ao meu lado, Superando-se e emocianando-se por conseguir...
Repare no filme que O "RRRRR" de Certeza, ficou tão forçado quando o do "R" do irmão, ao "R" da mãe ...(rssss)
Adeusss!!!
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